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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Resposta à Alice.

Ontem, num momento de falta de inspiração, mas também porque as fotografias falam por si, fiz este post em que digo que às vezes me apetece deixar a Irene ir mascarada todos os dias. Não quero matar-lhe a liberdade. 




Quando li isto, babei. Não só porque estava a emborcar duas bolachas de milho e a beber água pela garrafa, mas pela Alice ter lido as minhas crónicas no Sapo (que deram origem a um livro - Estou Toda Grávida). Inspirada por um post óptimo da Catarina Beato sobre as suas incongruências, pus-me a pensar nas minhas. Eu nem queria ser mãe, muito menos me queria casar. 

A Joana que escreveu que a filha não se poderia mascarar para não ficar com síndrome de Peter Pan, era a Joana que não queria ser mãe ainda a adaptar-se à realidade. Ainda não tinha sentido o amor de ser mãe. 

Agora que, com olhos de filha, sou mãe, consigo ver a Irene. Quero que ela sonhe, deseje, brinque, imagine para sempre. Quero que tenha magia para sempre. 

Farto-me de dizer coisas e farto-me de mudar. Gosto de me enganar. É mais provável que a mudança seja sempre para melhor, para mais acertado para mim e para ela. Para já. 


Obrigada, Alice. Quanto amor no teu comentário. 

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terça-feira, 27 de junho de 2017

E se andar mascarada quando quiser?

Às vezes apetece-me deixar sempre. :) 





 


 
Não tenho medo que ela fique presa no mundo da fantasia. Antes pelo contrário...

✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pensava que tinha morrido.


Ser mãe não é pacífico. Calma que já esgotei os meus cartuchos para este mês de lamechices do que é ser mãe, não vem daí mais um texto assim. Vem daí um texto em que vos tento explicar o prazer que é voltar a não ser mãe. Óbvio que a Irene e eu estamos ligadas para sempre como imagino que os gémeos estejam entre si. Uma ligação inquestionável, por muitos kms que os separem ou escolhas. Porém, pensei que tinha morrido. 

Pensei que a minha vida nunca mais voltasse atrás (e não volta). Pensei que a Joana "de antes" era a "de antes", mas afinal não. 

Fui descobrindo-a aos poucos. A Joana que engoliu a de antes e que foi sufocada pela Joana do "durante". 

Essa Joana estava só cheia de medo, com um bebé nos braços e sem saber encaixar a sua loucura saudável, a sua vontade de dizer palermices agora que era mãe. Uma mãe pode ser parva? Uma mãe pode ter piercings nas orelhas? Uma mãe pode querer não ser mãe às vezes? 

Pode. Porque eu posso e, se eu sou mãe e posso, é porque "uma mãe pode". 

Agora, com a separação, tenho uma noite "para mim" por semana (para já, vamos por partes). E a noite da semana que passou foi para ir ao aniversário da Joana Paixão Brás (já vos está a cozinhar um post para logo à noite sobre isso). Estou grata por estas horas. Por não ter que estar com "um olho no burro e outro no cigano" e por poder ser eu, como se ter uma filha fosse uma espécie de segredo. 

Disse disparates, brinquei, comentei, deprimi, falei a sério, falei mais ou menos a sério e quando dei por mim estava num jantar de amigos fabuloso algures na linha com um jantar divinal e a ser a Joana. A Joana que pode não estar atenta a nada porque a miúda está bem entregue. 

E quando supliquei à Joana para que me enviasse as fotografias estava à espera de ver esta. Esta em que olho para mim e em que vejo a Joana pequenina que cresceu, mudou milhares de vezes de escolas, de casas, de amigos, de ideias, de sentimentos, foi casada, é mãe... e... está linda. 

Pensava que tinha morrido. 

Afinal não.


Coisinhas giras: 

Vestido - Mahrla

Brincos e colar - Our Sins 

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domingo, 25 de junho de 2017

Coisas que aprendi com isto da maternidade e que não li em lado algum.

Sou das que lê. Sou mesmo. E continuarei a ser. Se gosto de o fazer, se sempre gostei para todos os meus outros interesses, também teria de gostar de o fazer no que toca a isto de ser mãe. Gosto. Penso. Experimento. Observo. Refaço. Tudo em prole de alcançar o equilíbrio, a calma, a felicidade, o melhor dentro do possível. 

Ser mãe é aprender pela tentativa e erro. Venham de onde vierem as inspirações para as tentativas. 

Aprendi algumas coisas que não li em lado algum (ordem aleatória enquanto janto uma salada mal amanhada que a Irene só adormeceu agora e estive lá uma hora com ela - sempre aos miminhos, não me enervou muito): 

- Ser mãe traz todas as nossas inseguranças à superfície. 

- Ser mãe faz-nos rever os comportamentos das nossas mães/pais connosco.

- Ser mãe é para sempre, não dá para desligar. 

- Ser mãe é achar sempre que podemos estar a falhar nalguma coisa. 

- Ser mãe é um privilégio do caraças. Há mulheres que não conseguem ser e querem tanto. Querem com tudo o que têm. 

- Ser mãe é mudar a ordem das coisas e por fases. 

- Tudo é uma fase. 

- Não adianta dizer de boca cheia que nunca iremos fazer qualquer coisa porque podemos vir a fazer. 

- Ser mãe é relativizar os nossos problemas para conseguirmos ver os deles. 

- Ser mãe é passar por uma morte da nossa eu antes de ter um bebé e de assistir ao seu renascimento. 

- Ser mãe é ter um pau de giz na mão e delimitar onde começa o nosso espaço, o dos nossos filhos e onde é que ele acaba e começa o dos outros. 

- Ser mãe é não descansar - fisica e emocionalmente. 

- Ser mãe é desesperar, chorar, gritar, espernear, mas ganhar força com o coração. 

- Ser mãe é despachar um ovo para o jantar, mas também é planear a comida para a semana inteira. 

- Ser mãe é amar com toda a intensidade que isso carrega. Para o bem, para o mal. 

Para sempre. 




Coisinhas giras: 

Fotografias - Joana Hall


Brincos - Our Sins 



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sábado, 24 de junho de 2017

Sinto que a minha carreira mediática já me passou ao lado


Confesso que fiquei histérica com o convite. E não estou a exagerar. A verdade é que sinto que a minha carreira mediática já me passou ao lado. Sinto que tive um timing ali em que podia ter apostado, mas que tomei outras decisões com o que sabia e sentia naquele momento.  Agora, claro que posso fantasiar com elas, mas só por não saber se levariam ao mesmo resultado. 

Houve uma altura em que fazia rádio (na rádio mais ouvida do país e no programa mais ouvido) e televisão e stand-up e comédia de improviso. Sentia-me realizada, mas cansada, mas sentia-me realizada, mas cansada. Deixei de o fazer, apostei noutras coisas, mas agora sinto falta. 

De verdade, só uma dessas é que não depende de mim, que é a televisão. Este convite fez-me sentir que não é por ter deixado de ser boa que não faço televisão, mas talvez porque já não seja adequada ao formato ou por haver gente mais adequada e isso não é errado. "É a vida a acontecer!" - por muito imbecil que possa parecer esta frase. 

Tenho saudades de andar de um lado para o outro, de espectáculo em espectáculo, de 5 euros em 5 euros, de grupo de amigos para pessoas da televisão, de fazer festivais em dois meios diferentes. Convenci-me que me tinha cansado e que não me mereciam por me darem tão pouco, mas eu recebia mais do que isso. Recebia utilidade, como aqueles cães com o barril ao pescoço (S. Bernardo?). 

Ontem matei as saudades - um bocadinho - e fiquei muito satisfeita por ver que a Mariana (Bumba na Fofinha) faz aquilo que faz na perfeição. Não sou provedora de nada, mas olhei para ela a trabalhar e pensei: isto está bem entregue. Como se pudesse descansar em relação a mim própria, mas sem saber bem porquê. 

Gostei muito de ir. Gostei muito do que fui falando. Gostei muito da dupla que lá estava. Adorei conhecer o Guilherme do Por Falar Noutra Coisa e adorei o Dário e a sua autenticidade.  Porém, tinha saudades de ser maquilhada e penteada e de conversar com a equipa e de abraçar os cameras - sinto-os quase como família, que "esquisito".. 

Gosto de fazer televisão, sinto até que preciso e não há que ter vergonha disso. Certo? Há quem precise de fazer Kitesurf, eu gosto de comunicar. Gosto de "aparecer", mas não sinto que seja para ser famosa. Sinto que é por causa da adrenalina e por gostar de fazer rir. 

Agora tenho o stories do instagram, ninguém me maquilha e os dados do telemóvel não esticam (estou para ver a conta deste mês), mas que tenho saudades, tenho! Também vos tenho aqui, mas este lado do meu coração não tem tanta graça, tem mais amor :)

Ontem fui ao CC All Stars Black Friday e foi às 16h50, quem quiser ver, esteja à vontade! 

Mariana e Guilherme, não ficaram no vosso melhor, mas o blog é meu, tinha de ser esta. :) 



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terça-feira, 20 de junho de 2017

A.p.a.i.x.o.n.a.d.a ❤












Coisinhas giras: 

Saia - Tuc-Tuc 
Férias - Aquashow 
✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

A Joana Paixão Brás diz que faz anos. Ou estará a mentir?

Ai que coisa mais linda e maravilhosa. A Joana Paixão Brás faz 31 anos. Sabem o que é que isto quer dizer? Uma dezena de posts a dizer que está muito linda e que não veste Prada (só porque não pode) e 82 festas de aniversário. 

Houve uma vez que faltei à festa de aniversário dela (ou, se calhar, a todas, que não me lembro de nenhuma), mas a verdade é que tinha esperança que houvesse mais uma todos os dias do ano seguinte. Como aconteceu, por exemplo, com a Luísa. 

Fomos de férias para o Aquashow e já tinha havido, pelo menos esta festa da Luísa: 


Depois, estava eu na piscina com a Irene, vejo isto a acontecer (uma bebé a pôr à boca imenso açúcar e a espatifar um bolo perfeitamente apto para comer... só porque... sim, para a foto?): 


Esperem, mas isto ainda não acabou! Ao jantar (óptimo buffet, by the way), lá veio mais um bolo (delicioso por sinal) e porquê? Porque a Luísa fez anos há semanas e porque 80 bolos ainda não foram suficientes. 


 

 


 
Ora, a Joana Paixão Brás faz anos e certamente que fará durante um mês ou dois ou três. Vai ser a festa em casa, a festa da festa, a festa da festa da festa, as fotografias da festa, a mãe que não usa Prada, a mãe que isto, a festa dos 30 que não sei quê, mas sabem que mais? A Joana é isto. A Joana é a pessoa que mais usa o coração em tudo o que faz e sente. A Joana faz 31 anos e eu ponho as mãos no lume em que como todos esses anos foram anos em que espalhou amor por toda a gente da sua vida e em que tentou apaziguar conflitos e tentar ver sempre o lado mais positivo de tudo. É daquelas pessoas que é fiel, mesmo sem escolha -  é o amor que a faz assim. 

O amor cansa-nos, mas não apaga a nossa beleza. E tu, Joana, és bonita. Tão bonita. Continua a amar assim.

Parabéns. 

Bolo  Que Seja Doce
One 1 glitter dourado  Happy Brunette

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Afinal ainda não fechei já a loja.

Sei que não é um bom timing já que estou divorciada e não tenho plano b. Sei que também não conseguiria dar conta de uma gravidez e de uma Irene como quero dar conta dela, mas quando peguei na Luisa ao colo, senti qualquer coisa. Já tinha pegado nela noutras vezes e tinha sentido que tinha a certeza de que não queria mais bebés, mas a Luísa estava tão macia e cheirava tão bem... E, ainda por cima, aceitou-me praticamente sem me conhecer. Aceitou o meu colo e houve uma vez em que nem foi "para a fotografia", a primeira. 

Agora que já se sabe um dos motivos pelos quais não conseguia ter mais filhos (a vida de casal não estava excelente), tenho tomado a liberdade de pensar mais em mim e na Irene e no nosso futuro. 

Afinal, ainda não fechei já a loja. Tenho 30 anos e é provável que um dia venha a ter mais uma pessoa a crescer dentro de mim e, depois, ao meu colo e depois à minha frente. 

As coisas mudam todos os dias: as vontades, os amores, os objectivos, as certezas, as tristezas, os planos, o tempo, a ordem,... 

E eu sou como os dias. 

 
Para ler: 

"Ela pediu-me um irmão"

"Farta de ti, Joana"


Coisinhas giras: 


Fotografias - The Love Project 

Piscina - Aquashow - Quarteira
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terça-feira, 13 de junho de 2017

Quando morrer...



Quero que saibas que foste a minha vida. Quero que saibas que sinto que toda a minha vida foi um percurso para me tornar todos os dias mais tua e te conseguir ver e sentir melhor. Quero que saibas que chorei sempre que te vi a ser maior e que sofri sempre que sofreste e que saboreei todos os segundos e minutos das tuas conquistas e tentativas. Quero que saibas que todos os dias tentei encontrar formas e maneiras de te fazer feliz e que não te faltasse nada. Quero que saibas que sempre que falhei foi depois de tentar o melhor. Que todas as decisões que tomei, mesmo as erradas, foram a pensar no melhor para ti. Que me baixei para te ouvir, que te abracei quando choraste, que ri com as tuas palhaçadas, que te expliquei as coisas, que te contrariei, que te deixei ser, que te deixei ir de galochas praticamente no Verão para a rua só porque querias muito, que te dei muita maminha, que adorei o teu cheiro a suor, que adorei ver-te tua, que me lembrei para sempre de quando me começaste a chamar, que me lembro do nosso desespero em acertarmos a dança quando éramos as duas pequeninas e tu tinhas acabado de nascer, que adorei ver-te de longe antes das tuas amigas dizerem que cheguei, que fui tão vaidosa de nós as duas, que odiava acordar-te, que sempre te disse que és o amor da vida do pai e da minha, que te ensinei o que é amar e ser amada, que te ajudei a saltar, a correr, a andar, a mergulhar, a respirar pela boca, a tomar banho, a por creme, a cortar as unhas, a pentear... Que, mesmo que não te dissesse, sabia quando estavas apaixonada e quando as coisas estavam menos bem. Era daí que vinham aqueles abraços e aquelas saídas a duas. Só nós. Que gostei de te ouvir a respirar durante a noite. Que quando tratava de ti e estavas doente era assoberbada por um super-poder que me impedia de ficar cansada. Que adorava tomar banho contigo aos domingos e deixar a água morna bater-te nas costas enquanto sentia a tua barriga. Que não houve nada pior que ver-te tremer de convulsões e não te poder ajudar. Que beijei e senti esses pés sem nunca antes terem tocado no chão. Que saíste de mim. Que eu me tornei o meu melhor eu graças a ti. Que mudaste o meu mundo. Que nunca na vida me voltei a sentir sozinha. És o maior amor que alguma vez senti e é um privilégio ser tua mãe. Sei. Sei que vais ser uma mulher fabulosa, com um coração enorme e com uma cabeça que não te faz mal.

Tantos abraços que te dei, tantos beijinhos que, mesmo quando eu morrer, sei que o meu coração vai morar dentro de ti, onde sempre morou. 

Que os leves aos dois para o peito da tua filha. 



Fotografia - Joana Hall





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